Ainda sinto cheiro de fumaça.
Não sei se é real ou se é só o meu corpo lembrando do calor.
Às vezes, acordo achando que ainda estou lá — naquela casa derretendo. Eu também tenho a impressão que, se eu abrir a porta, eles estarão vivos. Todos eles. Mamãe. Papai. Annabeth e Joshua. Se muito me esforço, consigo ouvir os latidos de Frankie e Nita.
Eu ponho a mão na maçaneta, eu tento.
Eu forço.
Só que a porta não abre. Nunca abre.
E o Cartógrafo deixou outro bilhete hoje.
Uma nova coordenada.
Não contei pra ninguém porque não adianta. A polícia e todo o resto só me olham como quem observa uma bomba prestes a explodir.
Há momentos em que penso que ele não está me perseguindo.
Há momentos em que penso que ele está me guiando.