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Vem aí.


15 de Outubro, Westfield.


Ainda sinto cheiro de fumaça.


Não sei se é real ou se é só o meu corpo lembrando do calor.


Às vezes, acordo achando que ainda estou lá — naquela casa derretendo. Eu também tenho a impressão que, se eu abrir a porta, eles estarão vivos. Todos eles. Mamãe. Papai. Annabeth e Joshua. Se muito me esforço, consigo ouvir os latidos de Frankie e Nita.


Eu ponho a mão na maçaneta, eu tento. 


Eu forço.


Só que a porta não abre. Nunca abre.


E o Cartógrafo deixou outro bilhete hoje.


Uma nova coordenada.


Não contei pra ninguém porque não adianta. A polícia e todo o resto só me olham como quem observa uma bomba prestes a explodir.


Há momentos em que penso que ele não está me perseguindo.


Há momentos em que penso que ele está me guiando.



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