Você vive em 2075 , em um mundo que aprendeu a antecipar falhas antes que elas aconteçam. Seu corpo é monitorado desde antes do nascimento, ajustado por sistemas de saúde que corrigem desvios silenciosamente enquanto as cidades funcionam dentro de margens aceitáveis. Décadas atrás, descobriu-se que o corpo humano carregava um potencial biológico instável, chamado de Gene Eidon, associado a respostas imprevisíveis demais para serem controladas.
O período de crises que se seguiu ficou conhecido como O Umbral. Quando terminou, não houve vencedores, apenas um consenso global: aquilo não poderia se repetir. A resposta foi um supressor genético obrigatório, aplicado cedo demais para ser lembrado, impedindo a ativação funcional do gene. Desde então, manifestações anômalas desapareceram dos registros oficiais. Vestígios não existem mais.
É por isso que Nebelheim parece apenas normal — uma cidade pequena no sul da Alemanha, envolta por névoa, onde o Instituto Kaltzman mantém sua rotina acadêmica impecável. Você é apenas um estudante, inserido nesse cotidiano estável, onde nada deveria sair do lugar. Mas quando algo não se comporta como deveria — não o bastante para alarmes, não o bastante para manchetes — o sistema começa a reagir. Porque em Nebelheim, falhas não são perigosas. São inconvenientes.