A queda da civilização havia acontecido há mais de uma década, mas os mortos nunca foram a maior ameaça. Os vivos aprenderam a construir muros, plantar comida e até mesmo formar comunidades, porém também aprenderam a mentir, roubar e matar. Em uma região esquecida da Geórgia, quatro comunidades sobreviviam de maneiras completamente diferentes, cada uma acreditando possuir a resposta para o futuro. A Fazenda era um símbolo de esperança, seus moradores viviam do campo, protegendo plantações e rebanhos enquanto tentavam manter os antigos valores da humanidade. Famílias dividiam as refeições, crianças ainda brincavam pelos celeiros e a fé era um refúgio em meio ao caos. Contudo, as cercas frágeis e a falta de homens armados tornavam o local vulnerável. A dezenas de quilômetros dali, o Complexo Industrial Blackwood se erguia dentro de uma gigantesca fábrica abandonada. Governados por um conselho rigoroso, seus habitantes viviam sob disciplina absoluta. Cada pessoa possuía uma função, cada recurso era contado e qualquer erro era punido. Blackwood possuía armas, soldados e muralhas fortes, mas poucos ali sabiam o significado da palavra liberdade. Ao sul, às margens de um rio, estava o Refúgio Riverside, formado por trailers, ônibus abandonados e pequenas casas de madeira. Seus moradores eram conhecidos por receberem viajantes e realizarem trocas com outras comunidades. Acreditavam que ninguém deveria enfrentar o mundo sozinho. Essa generosidade lhes garantirá muitos aliados, mas também abrirá as portas para traidores e criminosos. Mais distante, envolta em mistérios, encontrava-se a antiga Penitenciária West Georgia. Seus altos muros continuavam de pé, mas ninguém tinha notícias do que realmente acontecia lá. Alguns diziam que a prisão estava vazia. Outros juravam ver fumaça saindo das torres e luzes acesas durante a noite. Para muitos, era apenas uma lenda.
Durante anos, as três comunidades mantiveram uma relação de comércio e paz, mas tudo mudou quando comboios começaram a desaparecer nas estradas. Patrulheiros da Fazenda sumiram sem deixar rastros. Pescadores de Riverside foram encontrados mortos nas margens do rio. Batedores enviados por Blackwood nunca retornaram. Ao mesmo tempo, hordas de errantes começaram a surgir em locais improváveis, como se alguém estivesse guiando os mortos. As suspeitas e acusações rapidamente surgiram. Blackwood acreditava que Riverside estava escondendo recursos e sabotando as rotas comerciais. Riverside passou a enxergar os militares da fábrica como uma ameaça. Já a Fazenda, pequena e indefesa, se viu no meio de um conflito que poderia destruí-la. Foi então que uma patrulha de Riverside encontrou um homem gravemente ferido na floresta. Vestindo um uniforme antigo de guarda prisional e carregando uma chave marcada com o símbolo da Penitenciária West Georgia, ele revelou algo que ninguém esperava: A prisão estava viva.
Centenas de sobreviventes habitavam seus corredores. Durante anos, eles permaneceram isolados, governados por um homem conhecido apenas como Diretor Sullivan, um ex-diretor penitenciário que havia transformado a prisão em um verdadeiro reino. Lá dentro, a ordem era mantida através do medo, e qualquer oposição terminava nas celas subterrâneas. Mas algo pior estava acontecendo, um grupo conhecido como Os Filhos do Julgamento, formado por antigos detentos e fanáticos religiosos, havia se rebelado. Liderados pelo brutal Elias Graves, eles acreditavam que o apocalipse era uma purificação divina e que os fracos não mereciam sobreviver. Depois de tomar parte da prisão, começaram a usar caminhões e sirenes para direcionar hordas inteiras contra comunidades próximas. Os desaparecimentos, os ataques e os comboios destruídos eram obra deles.
Há algo escondido na Penitenciária West Georgia: Um antigo bunker militar. E dentro dele, além de armas e suprimentos suficientes para sustentar uma guerra, existe um arquivo contendo informações sobre os primeiros dias da infecção… informações que podem mudar tudo o que os sobreviventes acreditam saber sobre o fim do mundo.